quinta-feira, 4 de agosto de 2016

SÔNIA BRAGA FALA COM EXCLUSIVIDADE À REVISTA "ELLE " DE AGOSTO


Foto:  MARCELO GOMES/ELLE

POR PRISCILLA LOPES
RLC Comunuicação e Ideias

Sonia Braga está nas páginas da edição de agosto da revista ELLE, que chega quarta-feira (3) às bancas. À publicação, a atriz elogiada em Cannes por sua atuação em Aquarius, falou sobre o tempo que ficou afastada da dramaturgia e afirmou não ser atriz. “As pessoas ficam bravas quando digo isso. Mas, talvez por não ter uma for­mação acadêmica, eu sou mais do que atriz. Comecei porque me chamaram. Poderia ter sido costureira ou outra coi­sa. A pessoa que não é ator está mais co­nectada com a vida, em vez de ser mais voltada para a técnica.”

Sonia relembrou que antes de estrelar o elogia­do longa do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, em 15 anos só havia participado de apenas dois filmes nacionais, e que a maioria de suas aparições na televisão não eram de trabalhos recentes. “Eu sofro quando reprisam algo que fiz e não me pagam. Processei a Globo por isso. Há muitos anos, eu passei a ser uma exilada cultural. Ao mesmo tempo que sou uma representante do Brasil, não me chamavam para trabalhar. Começou a minha ausência no cinema, na TV bra­sileira. Então me fechei aqui e comecei a fazer essa coisinha de andar todo dia, tirar foto. Mas cheguei de Cannes com um estalo: vou assumir ser atriz, vou tra­balhar em cinema, fazer o que eu gosto. Não sei como, mas vou fazer isso.”


Foto:  MARCELO GOMES/ELLE

Morando desde 1990 em Nova York, a atriz também falou sobre o fato de nunca ter pensando em ter filhos. “Há mulheres que, se não tiverem um fi­lho, enlouquecem. Nunca senti essa ne­cessidade.” E comentou que chegou a fazer alguns abortos. “No primeiro, eu era mui­to criança. Tinha 17 anos. Se não tives­se um médico de confiança, eu poderia ter morrido. Crime é o aborto não ser legal no Brasil. Não pode ter restrição. Pelo contrário. Tem que educar e faci­litar isso para as mulheres. Já consegui­ram fazer a delegacia da mulher. Agora tem que cuidar da saúde delas.”

Foto:  MARCELO GOMES/ELLE

Aos 66 anos, Sonia Braga mira o futuro e continua à frente de seu tempo. “Não olho para trás. Olho para a frente. Nos anos 1970, fala­va que minha vida era um campo em que eu corria, corria e che­gava aos lugares sem perceber que o cam­po era minado e que, por sorte, eu nunca havia pisado em nada. Minha vida sempre foi isso. Aprende­mos com a nossa his­tória. Se você já sabe que esse campo está minado, não vai cor­rer para trás.”

Confira a entrevista completa na ELLE, do Grupo Abril.

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