segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

VOCÊ É VOCÊ MESMO OU É UMA CÓPIA DOS OUTROS?


POR ROBERTA NIQUINI
Revista Vitrini


O ser humano está acostumado a copiar, copiar e copiar. É isso que faz durante toda a sua vida. Não é verdade? Por favor, não minta para si mesmo dizendo que não.

O ser humano tem o instinto de copiar os outros desde seu nascimento. Quando criança aprende a copiar os pais, copia o jeito de falar, o jeito de andar o jeito de agir, o jeito de sorrir e fazer. Enfim, o ser humano aprende a copiar e passa boa parte da vida fazendo isso. Talvez seja este um dos motivos que faz existir tão poucas pessoas diferenciadas no mundo, tanto na vida pessoal quanto na profissional, porque por mais que copiemos algo, jamais sairá igual aquilo que está servindo de molde para nossas mudanças.


E não sou contra ninguém copiar as ações, estratégias, táticas e comportamentos, eu sou contra copiar o conteúdo em si, isso é falta de criatividade e falta de talento para buscar alternativas. E sem contar que copiar o conteúdo ou semelhança de alguém e de um produto, pode se tornar dispendioso demais e fazer do seu negócio algo não rentável. Além do que não funcionaria por muito tempo. Porque quem está sendo copiado sempre buscará andar na frente, consequentemente, quem copia sempre terá que se reinventar para acompanhar estas mudanças feitas por quem está sendo seguido. E isso irá gerar custos mais altos, despesas desnecessárias, desgaste emocional e financeiro. O emocional se refaz com o tempo, já o financeiro deixa marcas muitas vezes irreparáveis.

É muito bom e satisfatório quando alguém vira para você e diz “quero educar meus filhos da mesma maneira que educa os seus, quero comprar uma bolsa e um vestido iguais aos seus ou um carro igual ao que você anda. Isso realmente nos enche de orgulho, mostra que somos capazes de deixar algo a mais nesta nossa passagem por este mundo, iremos deixar uma educação boa para nossos filhos, um bom gosto em adquirirmos bens materiais, etc. 

Agora imagina se só lembrarem de nós porque vivemos o tempo todo sendo guiados pelo leme de outro navio. Um avião de caça sem seus próprios equipamentos, certamente, será abatido em seu primeiro voo. Um aluno que vive de cola na escola acaba perdendo o ano, e isso faz com que se distancie dos bons, porque a cola fez com que não acompanhasse o ritmo. Trata-se de alguém que não procurou ter por si mesmo um diferencial. Simplesmente, quis andar de carona na criatividade do amigo, do colega. E no mundo dos negócios não existe assento para o carona, ou você está na direção escolhendo a sua rota ou você será um mero coadjuvante.

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