POR GUSTAVO DE MAGALHÃES
Advogado | gustavodemagalhaes@hotmail.com
Sempre tenho que lembrar que eu já fiz (e faço) muitas audiências por dia, e estou acostumado com aquele ritual, mas, o cliente não. Por muitas vezes é a primeira experiência dele participar daquele ato muitas vezes formal. No começo de minha carreira, lá em Ilhéus, no século passado, um amigo que trabalhava na justiça do trabalho, Mauro, aconselhava: “Faustinho, você tem que se travestir do seu cliente” (duvidas quanto o “Faustinho”? Não?). Leia na íntegra.
Aquela dica me marcou muito, e trouxe comigo essa máxima até hoje. Antes que pairem duvidas sobre a utilização da expressão, quiçá de minha masculinidade, o que ele queria dizer naquele instante é que para saber defender o cliente ou lutar pelos seus direitos, eu teria que me sentir como ele, vestir a sua vida, trocar de lugar com ele. Como eu reagiria em determinada situação!











