POR MARCÍSIO BAHIA
Sentimentos nobres brotam quando reverenciamos o pedaço de chão, onde fincadas estão nossas raízes, florescemos, e os frutos da lida diária ganham cor, sabor e melodia. Em caso particular, versamos sobre Vitória da Conquista, consolidada capital regional, situada no eixo de ligação norte-sul do país, entre o sertão e o litoral, completando nesse domingo, 9 de Novembro, seus altivos 174 anos de emancipação política, com fases de crescimento bastante distintas, mas sempre diante de fervorosa agitação social.
As manchas deixadas pelo desbravamento genocida, o sangue indígena derramado, e na outrora luta letal pelo poder não sobrepõem sua trajetória pujante de crescimento, lutas e glórias. Na Terra que se utilizou rosas para combater fuzis, a palavra comunidade ganhou sentido literal na vida e morte de Edivanda Teixeira, e a filosofia educacional ganhou voz através do Frei Serafim do Amparo, sempre houve um brotar fenomenal de lideranças jovens, pensadores, idealistas, artistas e intelectuais. Da pena e do nanquim, da câmera na mão e de uma ideia na cabeça ou através da lírica poesia malunga de uma viola festeira, nossa gente consegue encantar o mundo, traduzida na genialidade de Camillo, Glauber, Cajaíba, Elomar, e de tantos outros ativistas do pensamento que convivem na Vitória de um universo iluminado, alimentando nosso “Menino da Vida” com o grosso do pirão feito na gamela de Esechias e Jeovah.