sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PREVENÇÃO DE DSTs NO CARNAVAL



POR CARLA SANTANA CUNHA

Carnaval é sinônimo de empolgação, porém alguns problemas podem decorrer da exposição a sons muito elevados. O ruído de um trio elétrico, que alcança 120 decibeis, é semelhante ao de uma turbina de avião.  Diante disso, médicos alertam que a exposição prolongada a tanto barulho pode causar danos irreversíveis à audição. A rouquidão e as infecções das vias aéreas são outros danos comuns associados à folia, que podem ser, na medida do possível, evitados.


“A diminuição da acuidade auditiva, que pode ser temporária ou permanente, e a sensação de ouvido tampado são queixas comuns de pacientes que nos procuram depois do Carnaval’”, explica a otorrinolaringologista, Dra. Juliana Rodrigues, integrante do corpo clínico da Clinica ADS. Segundo a médica, escutar um zumbido ou apresentar a sensação de ouvido tampado depois de ficar exposto a sons muitos altos podem ser sinais de alerta de que a audição foi afetada. “São indícios de que as células auditivas podem estar lesionadas”, completa.

Permanecer a uma distância de, no mínimo, 15 metros do equipamento de som e dar uma pausa (descanso) de 10 minutos a cada hora de exposição ajudam a evitar problemas. Caso apresente esses sintomas, o folião deve esperar 24 horas, quando o ouvido geralmente volta ao normal. Se no prazo de 48 horas não houver melhora, é preciso procurar um otorrinolaringologista.

A rouquidão é outro problema decorrente do Carnaval, quando, no entusiasmo da festa, as pessoas cantam ou conversam em volume mais alto que o rotineiro, inclusive para superar o som do trio elétrico. A ingestão de água e a moderação na elevação do tom da voz são cuidados que podem evitar danos. “No caso da rouquidão causada pelo abuso vocal, o repouso vocal é muito importante, além da ingestão abundante de água para hidratar a laringe. É importante não pigarrear e não fazer gargarejos. Se a rouquidão persistir, vale a pena consultar um especialista”, orienta a Dra.Juliana Rodrigues.

Prevenção – Lavar as mãos pode ser algo simples, mas na Folia, encontrar água corrente e sabão é complicado. No entanto, higienizar as mãos, sempre que possível, é importante para prevenir viroses comuns no carnaval. Levar um pouco de álcool gel para as mãos em um pequeno recipiente pode ser uma alternativa. Além disso, “é melhor evitar o contato muito próximo com pessoas que apresentam sintomas gripais”, recomenda a otorrino da Clínica ADS.

“Depois do Carnaval, os sintomas relatados por muitos pacientes são semelhantes: febre, dor de cabeça, mal estar geral e dores pelo corpo. Podem ser sinais de um simples resfriado, causado, por exemplo, pelo Rhinovírus, ou uma gripe mais forte causado pelo vírus Influenza”, conta Juliana Rodrigues. Infecções virais podem favorecer o surgimento de uma infecção bacteriana por tornar as mucosas mais vulneráveis, já que o organismo fica mais debilitado”, esclarece a médica.

Outra virose comum nessa época do ano é a Mononucleose, uma doença causada pelo vírus Epstein-Baar. Conhecida popularmente como “sapinho”, é transmitida pela saliva contaminada num contato mais íntimo entre as pessoas e por isso é chamada de "doença do beijo". E nunca é demais lembrar que o sexo sem proteção e o uso de drogas injetáveis são também fatores de propagação de doenças.



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